Feridas que não cicatrizam, manchas, sangramentos, caroços, dor persistente, dificuldade para mastigar ou engolir e alterações na voz foram alguns dos sinais de alerta discutidos durante o Maio Vermelho em Debate, realizado pelo curso de Odontologia da FAMINAS, nesta quarta-feira (20/05), nas dependências da instituição de ensino.
O encontro reuniu especialistas para ampliar a conscientização sobre o câncer de boca, doença que está entre os tumores que mais exigem atenção aos primeiros sinais. Quinto mais comum entre os homens, o câncer de boca pode ter chances de cura superiores a 90% quando identificado ainda no início.

A proposta do evento foi orientar a população, estudantes e profissionais da saúde sobre sintomas iniciais, fatores de risco, formas de prevenção, caminhos para o diagnóstico precoce e importância do acompanhamento profissional regular.

Participaram do debate Admyla Salim, médica responsável pelo setor de Patologia do Hospital do Câncer de Muriaé e professora da FAMINAS; Sebastião Maurício, médico de Cabeça e Pescoço do Hospital do Câncer de Muriaé e professor da FAMINAS; Fernando Castro, cirurgião-dentista responsável pelo setor de Odontologia do Hospital do Câncer de Muriaé; e Adriana da Costa, cirurgiã-dentista, doutora em Patologia Bucodental e professora da FAMINAS.

Diagnóstico precoce pode mudar o desfecho
Durante o debate, os especialistas reforçaram que o diagnóstico precoce é um dos principais fatores para ampliar as chances de cura. Por isso, alterações persistentes na boca não devem ser normalizadas ou tratadas apenas como incômodos passageiros.
Entre os fatores de risco, foram destacados hábitos como tabagismo e consumo de álcool, além da importância das consultas odontológicas regulares e da atenção aos sinais do próprio corpo.
A realização do evento integra as ações do Maio Vermelho, campanha de conscientização sobre o câncer de boca, e reforça a importância da integração entre ensino, prevenção e cuidado em saúde.

