A Justiça de Muriaé condenou o ex-vereador Carlos Delfim e a esposa, desta vez, por ato de improbidade administrativa relacionado a enriquecimento ilícito. A decisão foi proferida pela 3ª Vara Cível após ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Segundo a sentença, ficou comprovado que o ex-parlamentar apresentou evolução patrimonial incompatível com a renda declarada durante o exercício do mandato. As investigações apontaram a aquisição de bens de alto valor, como máquinas pesadas, veículos e participação em empresa, totalizando pelo menos R$ 944 mil em compras identificadas.
Ainda conforme a decisão, também houve uso de terceiros para ocultação de patrimônio, entre eles a própria esposa. O argumento apresentado pela defesa, de que os bens teriam sido adquiridos por meio de financiamentos, não foi considerado suficiente para afastar as irregularidades apontadas.
Entre as penalidades determinadas pela Justiça estão a suspensão dos direitos políticos por oito anos, pagamento de multa civil, proibição de contratar com o poder público pelo mesmo período e ressarcimento dos valores considerados irregulares, que ainda serão definidos em fase posterior do processo.
A condenação está relacionada à Operação Catarse, iniciada em 2021 para apurar crimes contra o patrimônio público em Muriaé. Carlos Delfim permanece preso no Presídio do Safira, em Muriaé, e recentemente recebeu autorização judicial para saída temporária periódica.
Em contato com os advogados de defesa do ex-vereador, a informação é que eles irão recorrer da decisão.

