Calor e temporais na primavera podem pressionar preços de verduras, legumes e frutas na região

Região

A primavera começou com previsão de temperaturas acima da média em grande parte do Brasil e de chuvas acima do normal no centro-sul de Minas Gerais, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Para o consumidor, isso não significa aumento automático na feira. O efeito nos preços dependerá de onde e quando ocorrerem ondas de calor ou temporais, dos danos às lavouras e da quantidade de alimentos disponível para venda.

As verduras de folhas, como alface, couve e rúcula, estão entre os produtos que merecem atenção. Calor intenso pode acelerar sua deterioração, enquanto chuvas fortes podem prejudicar a qualidade e reduzir o volume aproveitado para comercialização. Se menos produto chegar aos mercados, os preços podem subir.

O tomate também pode oscilar. Temporais podem afetar a colheita, o transporte e a qualidade dos frutos. Já uma oferta maior pode fazer o preço cair, mesmo durante períodos de calor. Entre as raízes e tubérculos, batata e cenoura podem encarecer quando a chuva dificulta a retirada do produto do campo ou reduz sua qualidade. Essas situações já foram observadas em levantamentos do Cepea, inclusive em Minas Gerais.

Frutas como banana e mamão também podem apresentar variações se o clima afetar a produção e a oferta nas regiões fornecedoras. Não há, porém, base para afirmar que todas as frutas ficarão mais caras nesta primavera: uma colheita maior pode compensar perdas em outras áreas e reduzir os preços.

O levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra por que é preciso cautela com previsões de alta. Em agosto, alface, batata, cebola e mamão ficaram mais baratos, em média, no atacado, na comparação com julho. O tomate foi a única hortaliça pesquisada que registrou alta na média dos mercados analisados. São preços de atacado, que não representam necessariamente o valor encontrado pelo consumidor em Muriaé e região.

Assim, alface e outras folhas, tomate, batata e cenoura são os itens mais sensíveis a eventuais problemas de oferta causados pelo clima nos próximos meses. Para saber se haverá aumento na região, será necessário acompanhar as colheitas e os preços nas próximas semanas.

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