A abertura da nona edição do Festival de Cinema de Muriaé, realizada na noite desta quinta-feira, foi marcada pela exibição do documentário “Ary”, longa-metragem que retrata a trajetória de Ary Barroso, um dos mais importantes compositores e instrumentistas do século XX. A obra destaca momentos marcantes da vida e da carreira do músico, responsável por eternizar clássicos da música brasileira.
O produtor do filme destacou que o documentário busca apresentar ao público não apenas a genialidade musical de Ary Barroso, mas também suas influências, sua história familiar e sua relação com Minas Gerais.
O evento contou ainda com a presença especial de Márcio Barroso, neto do compositor, que fez questão de prestigiar o trabalho dedicado ao legado do avô.
“É uma emoção muito grande ver a história do meu avô sendo contada com tanto cuidado e sendo recebida com tanto carinho pelo público”, ressaltou Márcio.

O longa reúne participações de atores renomados e traz imagens raras do Rio de Janeiro produzidas no início do século passado, compondo uma narrativa que conecta memória, cultura e identidade nacional. Entre seus maiores sucessos, a canção “Aquarela do Brasil” segue como uma das músicas brasileiras mais conhecidas no mundo, interpretada em diversos idiomas.
O cineasta Euller destacou a influência de Ary Barroso para as gerações seguintes e sua relevância para a música brasileira.
Nascido em Ubá, na Zona da Mata, Ary Barroso faleceu em 1964, mas sua obra continua viva e inspirando artistas de diferentes áreas. Após a exibição em Muriaé, o documentário será apresentado nesta sexta-feira em Cataguases e, no sábado e domingo, na cidade natal do compositor, Ubá, encerrando um ciclo de homenagem ao artista mineiro.



