A leishmaniose ainda exige atenção e acompanhamento contínuo, mas os avanços no diagnóstico e no tratamento permitem controlar melhor a doença e preservar a qualidade de vida de muitos animais.
O alerta ganha destaque durante a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose. Segundo a médica-veterinária Fernanda Mansur, do Hospital Veterinário da FAMINAS, atualmente existem protocolos específicos capazes de reduzir a carga parasitária, melhorar o quadro clínico e prolongar a vida dos pacientes.
A doença é transmitida pela picada do mosquito-palha infectado. O cão pode fazer parte do ciclo, mas não transmite a leishmaniose diretamente às pessoas. Portanto, o contato, o carinho e a convivência com um animal infectado não provocam a doença.
Os sintomas variam e podem demorar a aparecer. Entre os principais sinais estão emagrecimento, fraqueza, falta de apetite, queda de pelos, descamação da pele, crescimento excessivo das unhas, lesões ao redor dos olhos, sangramento nasal e alterações renais.
A prevenção inclui o uso de coleiras repelentes e inseticidas, limpeza dos ambientes e redução da exposição dos animais ao entardecer e à noite, períodos de maior atividade do mosquito-palha.
O diagnóstico deve ser feito por um médico-veterinário, com avaliação clínica e exames. Mesmo após a melhora, o animal precisa continuar sendo acompanhado, pois o tratamento controla a doença, mas pode não eliminar totalmente o parasita.
Em Muriaé, o Hospital Veterinário da FAMINAS atende casos eletivos e de urgência. Informações e agendamentos podem ser obtidos pelo telefone (32) 3729-7512.

