A possibilidade de um novo episódio de El Niño atingir forte intensidade nos próximos meses tem colocado o setor elétrico em estado de atenção. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte, aumentando o risco de eventos climáticos extremos em diferentes regiões do Brasil.
Segundo a meteorologista e consultora da Energisa, Ana Paula Paes, os impactos variam conforme a região. No Sul, a tendência é de aumento das chuvas e ocorrência de temporais. Já nas regiões Norte e Nordeste, a previsão indica períodos mais prolongados de estiagem. No Sudeste e Centro-Oeste, são esperadas ondas de calor mais intensas, além de tempestades, rajadas de vento e maior incidência de raios.
Diante desse cenário, a Energisa informou que tem reforçado o planejamento operacional para reduzir os impactos causados por eventos climáticos. A empresa utiliza monitoramento meteorológico, inteligência de dados e protocolos de contingência para antecipar riscos e posicionar equipes e equipamentos em áreas com maior probabilidade de ocorrência de tempestades, queimadas ou outros fenômenos.
De acordo com a distribuidora, cerca de 60% das ocorrências registradas em suas áreas de concessão entre 2023 e 2025 tiveram relação com fenômenos climáticos, sendo a maioria provocada por descargas atmosféricas.
A estratégia também inclui o acompanhamento em tempo real das condições meteorológicas por meio dos Centros de Operação Integrada, que permitem a mobilização preventiva das equipes e buscam reduzir o tempo de interrupção no fornecimento de energia durante situações de emergência.
A empresa destaca que, além da infraestrutura da rede elétrica, a preparação antecipada e o uso de tecnologia são considerados fundamentais para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças nas condições climáticas.

