Morre aos 74 anos o cantor e compositor Gilson Vieira da Silva, autor de “Casinha Branca”

FALECIMENTO

Faleceu na noite desta sexta-feira (29), aos 74 anos, o cantor, compositor e produtor musical Gilson Vieira da Silva. Ele estava internado no Hospital São Paulo, em Muriaé, e morreu por volta das 23h.

Natural de Macau, Gilson construiu uma trajetória marcante na música popular brasileira e ficou conhecido nacionalmente pelo sucesso “Casinha Branca”, canção que atravessou gerações, foi regravada por diversos artistas no Brasil e no exterior e ganhou versões em diferentes idiomas. A música também integrou a trilha sonora da novela Marrom Glacê, da TV Globo, tornando-se um dos maiores sucessos da década de 1970.

Atualmente, Gilson era casado com a comunicadora e produtora cultural Geane Carla e residia no distrito de Boa Família, em Muriaé. Juntos, desenvolveram importantes iniciativas culturais na comunidade, incluindo um espaço cultural que abriga o monumento da maior viola caipira do mundo, tornando-se um ponto de visitação e valorização da cultura regional.

A notícia de sua morte gerou grande comoção nas redes sociais. Dezenas de familiares, amigos, admiradores e artistas prestaram homenagens ao compositor, destacando sua contribuição para a música brasileira e o legado deixado ao longo de décadas de carreira.

Além de “Casinha Branca”, Gilson foi responsável por composições que marcaram época e foram gravadas por grandes nomes da música nacional. Entre seus principais sucessos estão “Verdade Chinesa”, eternizada na voz de Emilio Santiago; “Fim de Solidão”, gravada por José Augusto; “I Love You”, interpretada por Adriana; “Um Mais Um”, gravada por Roberto Carlos; “Olhos de Luar”, sucesso na voz da dupla Chrystian & Ralf; além de canções interpretadas por artistas como Wando, Peninha, Maurício Mattar, Alcione e Sandy & Junior.

Com uma carreira consolidada desde o final da década de 1970, Gilson deixou sua marca como intérprete e, principalmente, como compositor de grandes sucessos românticos que embalaram gerações. Sua obra permanece viva na memória dos fãs e no repertório de inúmeros artistas brasileiros.

O falecimento representa uma grande perda para a música brasileira e para a cena cultural de Muriaé, cidade que escolheu para viver seus últimos anos e onde continuava desenvolvendo projetos ligados à arte e à cultura.

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