SEJUSP emite nota e nega maus-tratos em presídio e apura uso de celular por detento em contagem

Polícia

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) se manifestou sobre as denúncias feitas por um detento que cumpre pena no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem. Em nota, o órgão afirmou que não procedem as acusações de maus-tratos relatadas pelo preso em um vídeo gravado dentro da unidade.

Segundo a Sejusp, todas as denúncias recebidas no sistema prisional são tratadas com seriedade e passam por procedimentos de apuração, sendo posteriormente encaminhadas à Corregedoria para análise.

Procedimento aberto para apurar uso de celular

A pasta também informou que foi instaurado um procedimento interno para investigar como o detento teve acesso a um aparelho celular dentro da unidade prisional.

De acordo com o órgão, diversas medidas de segurança são adotadas para impedir a entrada de materiais ilícitos, como escâner corporal, raio-x, monitoramento por drones, ações de inteligência e atuação de cães farejadores.

Sistema de segurança reforçado

A Sejusp destacou ainda que Minas Gerais foi pioneiro na implementação de tecnologia anti-drone no sistema prisional, capaz de identificar e neutralizar equipamentos utilizados para envio de materiais ilegais pelo espaço aéreo.

O órgão reforçou que as unidades prisionais seguem protocolos rigorosos, com fiscalização constante, visando garantir a segurança e a integridade física dos detentos.

Leia a nota na íntegra

Informamos que não procedem as denúncias relatadas pelo detento em vídeo. Esclarecemos que todas as denúncias formalmente recebidas por qualquer unidade prisional administrada pela Polícia Penal de Minas Gerais (PPMG) são tratadas com a devida seriedade e responsabilidade, sendo imediatamente encaminhadas para abertura de procedimentos rigorosos de apuração, posteriormente enviados à Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp MG).

Ressaltamos ainda que o Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, bem como todas as unidades sob gestão da PPMG, segue rotinas operacionais padronizadas, com fiscalização contínua, visando garantir a integridade física dos custodiados, bem como o adequado atendimento, sob as normas previstas no Regulamento e Normas de Procedimentos do Sistema Prisional de Minas Gerais (ReNP).

Em relação ao uso de celular, um procedimento interno foi instaurado pela direção da penitenciária para apurar a as responsabilidades sobre a ocorrência.

Informamos que as unidades prisionais utilizam diversos procedimentos operacionais para impedir a entrada de materiais ilícitos, entre elas o escâner corporal, esteiras de raio-x, realiza atividades de Inteligência em monitoramentos pontuais, rastreamento aéreo por meio de drones, ações rotineiras de rastreamento por meio do Grupamento de Operações com Cães, entre outros. A inspeção de segurança em visitantes e, inclusive em servidores, também é feita por meio de escâner corporal, dentro das normas previstas, e segue rigorosamente o protocolo fornecido pela empresa fabricante dos aparelhos BodyScan.

Para impedir a entrada de ilícitos por meio do espaço aéreo – como arremessos ou por meio de drones, é importante destacar que Minas Gerais foi o primeiro estado do Brasil a implementar a tecnologia Anti-Drone, capaz de identificar, localizar e neutralizar de forma segura drones operados por criminosos e impedir crimes praticados no espaço aéreo das unidades. O Grupamento de Patrulha Aérea da Polícia Penal de Minas Gerais é referência no país e, devido à sua expertise, realiza cursos para demais operadores da segurança pública.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *