Detento grava vídeo de dentro da cela e denuncia maus-tratos após crime em penitenciária de Muriaé

Polícia

Uma reportagem divulgada pela rádio Itatiaia trouxe apontou  novas informações sobre o caso do detento suspeito de matar e esquartejar um colega de cela em Muriaé. Transferido para o Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, ele agora denuncia supostos casos de tortura e maus-tratos dentro da unidade.(Clique aqui e assista o vídeo).

Denúncia feita em vídeo

O preso Aldeir Souza Jardim, conhecido como “Bila”, gravou um vídeo de dentro do sistema prisional relatando agressões físicas e psicológicas. No material, ele acusa o diretor-geral da unidade e policiais penais, além de pedir ajuda a diversas autoridades.

Entre os órgãos citados estão a Corregedoria-Geral do Estado, a Comissão de Direitos Humanos, o Judiciário mineiro e até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Problemas de saúde

Aldeir também afirma enfrentar sérios problemas de saúde, como osteomielite, tumor na cabeça e crises epilépticas. Segundo ele, desde a transferência, não estaria recebendo a medicação adequada.

Relembre o crime

O caso ganhou repercussão no início de abril, quando o corpo de Deyon Moura Santos, de 28 anos, foi encontrado esquartejado dentro da Penitenciária Dr. Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé.

De acordo com a polícia, o crime ocorreu dentro da cela onde os dois estavam isolados. O suspeito teria confessado o homicídio, que envolveu extrema violência e o uso de objetos improvisados.

A motivação, segundo o próprio detento, estaria ligada a conflitos pessoais, incluindo relatos de homofobia, ameaças e desentendimentos anteriores.

Investigações em andamento

A direção da unidade prisional informou que abriu procedimentos administrativos para apurar tanto o homicídio quanto as denúncias feitas pelo detento após a transferência.

 Sem resposta oficial

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) foi procurada pela reportagem da Itatiaia, mas não respondeu até a publicação da matéria.

O Portal Muriaé também entrou em contato com a Sejusp para questionar como o preso teria tido acesso ao equipamento  para gravar o vídeo dentro da cela. Até o momento, não houve retorno.

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